15.10.10

Finalmente um dia de sol em nossa viagem!!! U-hu! E justamente no dia em que mais precisávamos dele! Iríamos conhecer a cratera do vulcão de qualquer jeito. Porém faríamos jus ao nome do blog se ainda estivesse ventando e chovendo...

Empolgada, peguei o bondinho que leva até o porto antigo. Esta era a vista do bondinho.





Como o céu azul e o sol fazem falta, não?

Há também burricos que fazem este transporte, mas não me senti bem com a ideia de descer Fira inteira no lombo de um burro. 




Chegamos no porto com os tickets na mão (comprados por 18 euros com a dona do hotel). O passeio durou de 11h às 14h e a simpaticíssima Maria permitiu que fizessemos o check-out às 15h. Afinal, precisaríamos de um banho para tirar o sal do corpo.

Nosso barco era exatamente igual a este.




Olha a vista de Santorini que tínhamos do barco.




Descemos na ilha Néa Kaméni, onde fica a cratera do vulcão...




...e subimos até seu topo.






Olha Santorini lá no fundo!




A guia nos fez uma breve explicação, informando, inclusive, que o vulcão ainda está ativo e que a última erupção foi em 1950. Para quem ainda não sabe, Santorini é um dos vários vulcões que se encontram no arco vulcânico sul do mar Egeu. É sensacional imaginar a ilha antes da erupção de 1450 a.C., época em que tinha um formato quase redondo. Com a explosão, ganhou esse formato atual de meia-lua e formaram-se duas ilhas bem no meio: Néa Kaméni, onde estávamos, e Palaiá Kaméni, para onde iríamos em seguida.

Na verdade, não fomos exatamente até Palaiá Kaméni, mas bem perto, para mergulhar no tal "hot spring", uma fonte de água aquecida graças ao vulcão.




 

A guia disse que a temperatura da água ali seria de 17°C e no "hot spring" de 23°C. Hum, tá bom... Estava é bem gelada, mas isso não me impediria de dar um mergulho no mar Egeu.






E fim do passeio. A guia, através do péssimo sistema de som do barco e em seu sofrível inglês, anunciou que pararíamos em dois portos: o velho e o novo. Eu sabia que o nosso seria o velho, que fica em Fira.

Descemos do barco e começamos a caminhar em direção ao bondinho, quando, de repente, Bruno fala: "Ué, cadê o bondinho?" A paisagem se parecia muito, só não tinha o bondinho. Alguns segundos para processar a informação e sair correndo de volta para o barco. Achando que Bruno poderia ser mais ágil que eu, falei: "corre e pergunta se é o porto novo ou velho." Só que Bruno também estava com problemas em processar a informação. O barco já tinha partido quando Bruno perguntou à guia se ali era o porto de Fira e a moça disse que não.

Bom, acho que, na pontuação de perrengues, desta vez ambos pontuamos, né não? Logo, perrenguete 4 x 1 perrengueiro.

Após uma breve discussão de quem seria o maior culpado pelo perrengue e de chorarmos pelo leite derramado, fomos procurar um jeito de voltar para o hotel bem rápido. Afinal, já passava de 14h e tínhamos conseguido esticar o check-out até 15h.

Não vimos nem táxi nem ônibus naquele instante. Bruno perguntou a um rapaz de pé em frente a uma loja de aluguel de carros como fazer para ir dali a Fira e ele topou nos levar por dez euros. Ótimo, já que o bondinho custava 4,00 euros por pessoa.

Nosso barco para Creta sairia às 17h35min. Com tranqüilidade, nos arrumamos, devolvemos o carro e fomos levados pelo dono do hotel em seu próprio carro até o porto novo. Maria e ele sabem mesmo o que é hospitalidade.

O barco para Creta atrasou um bocado e eu que pretendia ver o pôr do sol do barco, fiquei na vontade.

Chegamos em Creta já à noite. O hotel era pertíssimo do porto.

Mas... Sobre Creta falaremos no próximo post!

6 comments :

  1. Gente, estava sentindo falta dos perrengues...kkkk! No final, tudo dá certo e fica uma história divertida.

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  2. Agora sim, nadaram nesse mar lindo!

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  3. Acho que eu não conseguiria pisar na cratera de um vulcão ativo. Vcs não sentiram medo? Bjs

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  4. Fabi, teve outro perrengue no último dia de Rodes. Espera só pra ver. Aprontei feio desta vez. Muita vergonha...

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  5. Patresch, não fiquei com medo, não... Na verdade, me pareceu tão inofensivo... Bjs!

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