30.10.10


O Kapalı Çarşı, ou Mercado Coberto, cobre mais de 58 ruas e aproximadamente quatro mil lojas, sendo assim o maior mercado coberto da Turquia e um dos principais pontos turísticos de Istambul. Por isso acho que merece um post de destaque só pra ele.

No primeiro dia em que tentamos visitar o Grande Bazar, não tivemos sorte pois era feriado e estava fechado, mas tivemos a oportunidade quase única de fotografar um dos portões de entrada fechado e sem ninguém!






Já no dia seguinte, pudemos comprovar a fama do secular e imperdível Bazar. Entramos pela rua mais larga, que é dominada por várias vitrines faiscantes das joalherias e várias bandeiras em razão do feriado nacional.





A princípio, ficamos um pouco perdidos e com a sensação de desorganização das lojas e restaurantes. Mas, observando um pouco melhor, logo percebemos que o bazar é bem dividido por categorias de artigos à venda.










O labirinto de ruelas coberto por belas abóbadas dão um ar oriental cinematográfico e revelam diversas lojas de artesanatos locais e tapeçarias trazidos de todo o país e da Ásia Central. É fácil se perder não só pela enormidade, mas também pela quantidade de gente que por ali circula, por isso nós ficamos muito atentos ao caminho que tomamos e à entrada. Aliás, uma coisa com a qual se tem que ter cuidado é com os "mão leves" que ficam à espera dos turistas descuidados, por isso muita atenção às bolsas e mochilas e o melhor lugar para a carteira é no bolso da frente da calça.











Atualmente, o bazar abriga duas mesquitas, dois banhos turcos e quatro fontes para uso dos vendedores e locais que habitam o mercado.

Os cafés turcos são uma atração por si só e, com certeza, merecem um tempinho para tomar um çai, que é o chá preferido dos turcos, ou comer um baklava, um doce folhado e recheado de pistache e mel. (Se não achou atraente, veja a foto no nosso outro post)






Um dos principais e mais procurados artigos do Grande Bazar é o tapete persa. Em cada loja há desenhos, tamanhos e preços diferentes. E se você está pensando em comprar um, prepare-se para gastar um dinheirinho. Mesmo ali está longe de ser barato e, é claro, pechinchar é preciso.


Nós compramos o nosso na fábrica quando passamos pela Capadócia (veja nesse post). Lá, o preço, além de mais baixo, ainda teve o bendito Tax Free! Por conta disso, os tapetes não nos interessaram muito no bazar e fomos explorar outras lojas.

Como, por exemplo, as de instrumentos musicais. Eu já havia ficado encantado pela daburka quando vimos o show turco e, ao ver a loja, esse já era meu objetivo. O detalhe é que, em cada loja, há instrumentos únicos em seus desenhos e pinturas, por isso tentei não me apegar muito a nenhum para poder negociar com desapego.






A daburka é um instrumento de percussão que se parece muito com um tantan brasileiro, só que é tocado com as duas mãos e com o ritmo turco próprio. Ou seja, não adiantava nada comprar o instrumento sem saber tocar. Então, quando consegui chegar em um acordo de bom negócio com o vendedor, que, além do desconto, me ofereceu uma bolsa apropriada para o instrumento, pedi para que ele me mostrasse como tocar e fui prontamente atendido. E logo veio alguém que passava para cantar acompanhando as batidas.



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Já feliz com o meu novo brinquedinho, voltamos para o hotel descansar para nosso último dia em Istambul e voar de volta para Londres. Mas isso é história para o próximo post.

2 comments :

  1. Tinha uma epoca da minha vida que colecionava tambores.. tenho alguns ainda lá na Chapada.. Bom texto amiga, e caprichou nas fotos hem. Muito bom!

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  2. Obrigada, Wevs! Mas o mérito desse post é todinho do Bruno!!! Adorei saber da sua coleção de tambores. Que legal! Bjs.

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